ácido fólico e outras coisas.

tentei achar no OvoView – meu diárinho registra-tudo até o momento – quando foi que comecei o ácido fólico, mas não achei. foi no meio do turbilhão da infecção, então eu me perdi, não anotei. fazer o que. mas enfim: o GO novo que visitei em abril…não rolou. eu até curti muito várias coisas – como ele ter US no consultório – mas achei ele um pouco frio e distante, seco mesmo, e eu sou muito aberta, converso, tenho mil perguntas sobre tudo sempre, então não vai rolar. até as coisas acalmarem, como estou bem, os preventivos feitos e etc, vou continuar com minha GO que, abriu mão da obstetrícia, e vamos fazer novos testes. esse GO receitou o DTNFol e me pediu pra entrar em contato assim que largar o ac e a menstruação atrasar. a única coisa nele que me agradou foi abrir a porta pra eu ir embora dizendo: eu vou te ver em breve, acredite!

comecei o ácido fólico e, gente, eu cheguei a ler sobre efeito colateral do ácido fólico nos fóruns da vida! PÂNICO. mas não senti nada. sigo tomando. coisa mais estranha da vida é tomar uma pílula de ac e outra de af.

as últimas semanas foram de muita conversa, com o amor, com uma amiga com quem me abro sobre o assunto – oi, Bih! – e de pensar nos conselhos que vcs deixaram. apesar do medinho, meu coração deu a largada e está decidido que em julho o ac é suspenso e fica nas mãos de Deus o momento certo da chegada do bebê!

 

andei me sentindo um pouco pressionada por tudo que leio em vários blogs – minha leitura está muito comprometida pq bloquearam tudo no trabalho – sobre o universo da maternidade. repensei o blog. ter blog de desejante é meio viajado, né, nada pra contar, mas resolvi manter seguindo os meus sonhos: eu sempre quis ter um blog pra registrar tudo quando fosse ser mãe um dia, e assim será. quero relaxar, ler, fazer amizades, amparar e ser amparada, aprender, mas não quero me sentir pressionada nem cobrada. não sou ativista de nada: nem do parto normal, nem da cesárea, nem do aleitamento exclusivo, nem da cama compartilhada, do enxoval ou da falta dele…eu sou completa e absolutamente a favor da felicidade. da felicidade da desejante, da tentante, da gestante, da mãe, do casal, do filho. tenho plena convicção que no coração de cada uma existe a resposta pro caminho ideal, pras escolhas ideais, pro que traz segurança, conforto e vida. VIDA, gerar VIDA, que é o importante de todo esse universo, que é pelo que estamos lutando e desejando. não acho ninguém mais mãe ou menos mãe por nenhuma decisão que parta do coração. preciso ter o pézinho nisso, nessa realidade que é minha, pra não me perder nem me sentir pressionada aqui tb. não é que sou uma jaca mole, gente, sem opinião e etc, mas é que aqui eu tou jogando de coração aberto e tem julgamentos que incomodam MUITO. e eu não pretendo me render à eles. Mais amor (e menos julgamento), por favor!

 

 

pra continuar mostrando que oi-sou-gente-de-verdade e pra encerrar esse post que vai do nada pro lugar algum, vou contar que esse fds descobri que duas amigas próximas, irmãs, estão grávidas. 3 semanas de diferença de uma pra outra. não aguentei ficar no mesmo ambiente que elas por muito mais tempo do que eu necessitava, ouvindo toda a conversa dos primeiros meses-sintomas-família babona e etc. o que eu senti não foi nem um tiquinho civilizado. nadica. e quando contei pra namorado: ele riu. fuén.

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sobre começar a tentar (ou não).

A dúvida começou com a infecção – depois do último post, fiquei o resto da semana em repouso absoluto por ordens médicas. Fiquei frágil, triste, insegura, chorosa. Senti dor como nunca na vida (e meu limiar de dor é BEM baixo). Questionei meus limites físicos, emocionais, psicológicos. E, dentro de alguns dias, esse texto caiu nas minhas mãos. Ainda está empacado no navegador do celular. Li milhares de vezes. E comecei a pensar: como eu nunca tinha pensado nisso antes? o que vem depois? eu estou preparada para o que vem ‘depois’?

Li mais sobre o assunto. Vi posts de mães relatando o primeiro mês (ou o resto da vida) como um caos absoluto. Medo de falhar, de não dar conta. O susto do serzinho tão pequeno e frágil e completamente dependente. As madrugadas de choro e impotência. A culpa de se sentir mal – por n fatores diferentes. Comecei a sentir medo também. Tive vergonha de sentir medo. Eu quero tanto ser mãe – e pq o medo? Me recolhi. Li mais blogs. E mais, e mais. Conversei com amigas. Conversei com uma completa desconhecida que, dançava livremente com seu bebê de meros 2 meses numa festa de casamento. O resultado foram relatos de: sim, dá desespero, vc precisa de ajuda, da família, do seu companheiro – mas eles crescem, passam, vale a pena, também é gostoso, tenha paciência como casal, a vida sexual sofre um baque, a financeira também, mas tudo se ajeita com os dias.

Fui me acalmando. No meio do caminho, li em tempo record o Doida Por Um Ninho, guardado há meses: a batalha pela vontade, por realizá-la. E veio o encontro de nós, jovens, amigos, e nossos casais amigos e seus bebês lindos. Fofos. Choramingãozinhos. E então veio o dia das mães. Dia das mães sacode desejantes/tentantes, né? Caraca.

Acordei com um bom dia de feliz dia das mães do Namorado – afinal, sou mãedrasta do Pacotinho. Foram flores pra sogra, pra mãe, pra irmã que é mãe. Almoço em família. Muitas declarações de amor em redes sociais. Muito reforço do amor de mãe. E muita vontade de…estar de barrigão no próximo dia das mães, quem sabe?…

Enquanto me senti confusa – e culpada por estar confusa – o ticker ali do lado estava me desesperando. Agora acalmou. Eu tinha esse plano e, antes mesmo de saber que Namorado surgiria com seu coração de pai e a coragem de vamos fazer isso juntos e vai dar certo, eu já me preparava. Coisas práticas: estabilidade profissional, meu carro – pq bebê demanda carro – saúde em dia. Parei de me sentir culpada e comecei a me sentir confortável. Dúvidas são válidas. Dúvidas nos fazem pensar, ponderar, avaliar, se preparar. Estar pronto pelo que vier no caminho, o certo, o errado. E eu vou seguir em frente.

Já comecei o ácido fólico (assunto pra outro post). Estou 100% recuperada da infecção, agora só com uma gripezinha enjoada. Apaixonada. Trabalhando muito. E, finalmente, começando a organizar meu noivado. Nós vamos fazer isso. Nós vamos ter um bebê.

 

ps.: se alguém já-mãe que passa por aqui quiser deixar um relato tranquilizador/desesperador pra eu pensar mais sobre o assunto….eu vou AMAR!

ps do ps.: ao todo perdi 2,5kg com a doençazinha. meu apetite fugiu de casa, estou fazendo bastante esforço pra me alimentar bem e saudavelmente…mas a verdade é que eu estou DYVAAAAAH, cinturinha liiiiinda, haha ❤