sobre começar a tentar (ou não).

A dúvida começou com a infecção – depois do último post, fiquei o resto da semana em repouso absoluto por ordens médicas. Fiquei frágil, triste, insegura, chorosa. Senti dor como nunca na vida (e meu limiar de dor é BEM baixo). Questionei meus limites físicos, emocionais, psicológicos. E, dentro de alguns dias, esse texto caiu nas minhas mãos. Ainda está empacado no navegador do celular. Li milhares de vezes. E comecei a pensar: como eu nunca tinha pensado nisso antes? o que vem depois? eu estou preparada para o que vem ‘depois’?

Li mais sobre o assunto. Vi posts de mães relatando o primeiro mês (ou o resto da vida) como um caos absoluto. Medo de falhar, de não dar conta. O susto do serzinho tão pequeno e frágil e completamente dependente. As madrugadas de choro e impotência. A culpa de se sentir mal – por n fatores diferentes. Comecei a sentir medo também. Tive vergonha de sentir medo. Eu quero tanto ser mãe – e pq o medo? Me recolhi. Li mais blogs. E mais, e mais. Conversei com amigas. Conversei com uma completa desconhecida que, dançava livremente com seu bebê de meros 2 meses numa festa de casamento. O resultado foram relatos de: sim, dá desespero, vc precisa de ajuda, da família, do seu companheiro – mas eles crescem, passam, vale a pena, também é gostoso, tenha paciência como casal, a vida sexual sofre um baque, a financeira também, mas tudo se ajeita com os dias.

Fui me acalmando. No meio do caminho, li em tempo record o Doida Por Um Ninho, guardado há meses: a batalha pela vontade, por realizá-la. E veio o encontro de nós, jovens, amigos, e nossos casais amigos e seus bebês lindos. Fofos. Choramingãozinhos. E então veio o dia das mães. Dia das mães sacode desejantes/tentantes, né? Caraca.

Acordei com um bom dia de feliz dia das mães do Namorado – afinal, sou mãedrasta do Pacotinho. Foram flores pra sogra, pra mãe, pra irmã que é mãe. Almoço em família. Muitas declarações de amor em redes sociais. Muito reforço do amor de mãe. E muita vontade de…estar de barrigão no próximo dia das mães, quem sabe?…

Enquanto me senti confusa – e culpada por estar confusa – o ticker ali do lado estava me desesperando. Agora acalmou. Eu tinha esse plano e, antes mesmo de saber que Namorado surgiria com seu coração de pai e a coragem de vamos fazer isso juntos e vai dar certo, eu já me preparava. Coisas práticas: estabilidade profissional, meu carro – pq bebê demanda carro – saúde em dia. Parei de me sentir culpada e comecei a me sentir confortável. Dúvidas são válidas. Dúvidas nos fazem pensar, ponderar, avaliar, se preparar. Estar pronto pelo que vier no caminho, o certo, o errado. E eu vou seguir em frente.

Já comecei o ácido fólico (assunto pra outro post). Estou 100% recuperada da infecção, agora só com uma gripezinha enjoada. Apaixonada. Trabalhando muito. E, finalmente, começando a organizar meu noivado. Nós vamos fazer isso. Nós vamos ter um bebê.

 

ps.: se alguém já-mãe que passa por aqui quiser deixar um relato tranquilizador/desesperador pra eu pensar mais sobre o assunto….eu vou AMAR!

ps do ps.: ao todo perdi 2,5kg com a doençazinha. meu apetite fugiu de casa, estou fazendo bastante esforço pra me alimentar bem e saudavelmente…mas a verdade é que eu estou DYVAAAAAH, cinturinha liiiiinda, haha ❤

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8 comentários sobre “sobre começar a tentar (ou não).

  1. D., não pira no depois…. Pq o depois, só vem depois mesmo *hauahauahuahauahu*
    Então, eu to com um lindo bb sorridente de 4 meses e 10 dias e nesse tempo descobri que o povo em geral coloca um peso na maternidade que não existe. Acho que o comportamento da criança vai muito de acordo com a forma que os pais cuidam dela.
    Uma coisa básica que você deve ter em mente: BEBÊS CHORAM! Uns mais, outros menos, mas choram e fazem isso pq é a única forma deles se comunicarem conosco. Choram de frio, de calor, de incômodo, de dor, de preguiça, de fome, de um desconforto qq.
    Bebê precisa de colo e de peito e isso dá trabalho sim. Os dois primeiros meses Pedro “morou” no meu colo, só saia pro colo do pai ou de algum terceiro pra eu comer. Mamava, arrotava e dormia no meu colo (inclusive deitado na cama, ele dormia melhor no meu peito que direto na cama). Amamentar é bem chato no início, dói, qdo o leite desce vem tudo de uma veze vira o caos. Tu quer amamentar, o bebê quer comer e pra essa conexão rolar bonitinha é meio complicado, só fica gostoso mesmo depois de quase 3 meses.
    Quanto as noites, bom, no primeiro mês eles acordam muito e não tem noção de dia e noite direito, mas isso se resolve meio rápido (pelo menos por aqui), hj ele já dorme por volta das 23h00 (as vezes antes) e vai até às 07h00, pelo menos, as vezes volta a dormir e vai até às 10h30, às vezes vai direto até às 09h00, mas até 3 meses ele acordava todas as noites ás 03h00 da manhã e às 07h00. Eu AMO dormir, e te falo que foi meio cansativo acordar pra ele mamar, mas nada absurdamente complicado.
    Eu preciso contar mais sobre isso no meu blog, to bem em falta com meu cantinho…
    Espero que tenha te ajudado e se quiser mais detalhes (pq meu comentário virou um post), me manda um email: louca_eu@yahoo.com.br

  2. Oi flor, retirbuindo a sua visitinha ao meu devaneio, melhoras para ti, quando tudo parece desmoronar ao meu redor costumo pensar que é apenas uma fase ruim e vai passar, e não perco o meu mantra:Fé, foco e força!

    Beijos não deixa de comenta, já estou te seguindo!

  3. Uma coisa é certa, o medo que se tem hoje, teremos aos 30, aos 40, aos 50.
    Teremos quando nossos filhos tiverem filhos, e teremos a cada dia da gestação e da vida deles.
    Podemos ter toda a estabilidade financeira, emocional, física e familiar, e mesmo assim o medo estará ali.
    Ainda não posso falar nada como mãe, mas como gestante sem nenhuma estabilidade e de mudança para uma cidade nova: Tem momentos que vem um pânico, tem momentos que eu tenho vontade de inventar uma dor pra ir no PS e checar o bebê, tem dias que eu choro por nada, que eu quero matar o marido, que eu xingo e brigo sem motivo, que nem eu me reconheço. Às vezes eu me pergunto se esse era o momento certo.
    Mas daí, eu penso nas minhas crenças, eu caio em mim e me dou conta que está tudo bem, que eu não preciso de uma máquina ou uma terceira pessoa para me conectar com esse ser iluminado que cresce aqui dentro, que sim, mesmo com todas as dificuldades que com certeza teremos isso vai dar certo, esse é o momento. Mas essa certeza eu tive em outubro do ano passado, e desde então mesmo com todos os medos, eu nunca duvidei. Eu questionei sim, mas não duvidei.
    P.S: Li um artigo sobre mães que pararam x mães que continuaram com o uso de antidepressivos na gestação e pós parto e vi resultados interessantes sobre o vínculo e amamentação. Talvez seja interessante você procurar outros especialistas e artigos científicos sobre o assunto (se achar necessário). Quando li lembrei de ti.
    Bjinhos

  4. Posso opinar?? Se joga, além do mais, não sabemos se será de primeira, ou não!!
    Então, essa é minha opinião, minha pq antes de decidir, perguntava pra outras pessoas e sempre ouvia, não é hora, casamento novo -1 ano- E pensei, quer saber todas elas já são mães e me dizem que não se arrependeram, então resolvi seguir meu coração!!
    Bjus!!

  5. Minha linda eu também já tive esses pensamentos… mas hoje depois de 1 ano de tentativas frustradas o meu desejo de ser mãe e infinitamente maior do que não dá conta do recado. Sei que não é fácil por que sou tia e quando minha irmã teve seu primeiro filho ela morava comigo e tanto eu como minha mãe entramos no mesmo ritmo que ela e o bebê, mas ainda assim, mesmo pensando em tudo que eu vou ter que abrir mão, eu quero! Acho que no seu caso com o passar do tempo e também com as leituras de tantos textos bons nos Blogs das amigas, vai chegar o tempo em que essas dúvidas não vão mais existir ou simplesmente vão ser substituídas pelo enorme desejo de ter seu baby nos braços. Estou feliz que vc está bem viu!
    Bjokas

    http://elomaterno.blogspot.com.br

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