a opinião alheia.

eu nem sei se devia fazer esse post de hoje pq ele é bem desabafão mesmo. é que ontem aconteceu uma coisa.

eu tenho uma amiga que viveu oq eu estou vivendo há alguns anos atrás. ela começou a namorar, resolveu ter bebê, mudou de casa, virou tentante, esperou uns meses…e teve um bebê. e logo depois outro bebê, por acidente. hoje ela tem dois filhos lindos (juro, absurdamente lindos), a casinha deles, carro, trabalha, o marido dela é um paizão e muito querido…enfim. sei que a vida não é fácil pra ninguém e nós temos algumas muitas diferenças de ‘circunstâncias’, BUT.

 

ontem comentei com ela que tinha parado o ac. e ela me chamou de doida. disse que vou acabar com minha vida, com meu relacionamento. que vai virar uma bosta. que eu devia voltar e já. casar. viajar. e umas outras coisas. e depois pensar nisso que pelas minhas contas eu ia tentar daqui uns 5 anos. e eu fiquei tipo cara-de-árvore. aí ela comentou que se soubesse o que sabe hoje jamais teria feito isso. que é muito feliz, sim, que o marido ajuda ela muito, mas que faria diferente (?). falou ATÉ. e hoje me chamou cedinho ainda me chamando de doida e dizendo que ia por uma campanha no jornal até eu voltar com o remédio, que não vai me deixar fazer isso e etc. gente. precisa dizer? fiquei ultra mega blaster assustada, achei…não sei se é cruel a palavra, mas fiquei tipos OI? ainda comentei com ela que eu não fiz nada disso quando ela resolveu ser mãe. descurti muito a pressão. arrependi horrores de ter comentado. pior PIOOOOOOOR foi ela me dizer ‘e não vai achando que filho segura homem não, viu, que não segura’ – gente, de onde saiu isso? e eu lá quero segurar alguém com filho? e eu lá preciso disso? me senti com 15 anos planejando engravidar – sabe? uma coisa beeeeem fora de contexto?

 

eu conheço todo o discurso da hora ideal pra ter filhos e talvez eu esteja cometendo um erro ao ir contra mesmo. mas é o meu momento. é a minha vida, é a minha escolha. não sou burra, tenho plena consciência do que estou fazendo. inclusive, é um momento diferente do que ela viveu quando fez essa escolha (e nem assim nunca achei ela doida): é meu momento de estabilidade profissional, plano de saúde, licença, benefícios…sobretudo, não estou engravidando virando tentante pra segurar ninguém. o que grita agora é nossa vontade de ter nossa família, nossa vida, nosso canto. eu entendo (entendo?) que ela tenha tido vontade de ‘abrir meus olhos’, aconselhar pro bem, sei lá…mas eu não curti. de verdade. D (D pai, acho que já disse, ele é D tb) me embalou muito a noite. deu colo, cheirou, abraçou, conversou. que acha que minha amiga perdeu uma oportunidade de ficar quietinha. que não é nada disso, que a gente sabe que a vida vai mudar, mas que paranóia é essa de acabar a vida, acabar a gente? e seguimos firmes e fortes. o conselho não serviu pra me fazer mudar de ideia. mas foi chato. chato, né? pois é.

 

bom do fds é contar que amanhã vou assinar os papéis da casa. deu certo! minha casa! (e vai ser pertinho da minha família!). felicidade aqui é MATO!

 

 

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Promovida a tentante.

finalmente hoje eu terminei a última cartela do ac – pode-se observar que, se eu comecei dia 1, tinha que ter terminado dia 21, como hj é 24, provavelmente pulei uns dias, mas foi sempre assim. agora vou menstruar em uns dias exatos e, depois, promovida a tentante! 

 

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nem acredito! só de falar isso parece que vou desmaiar. um misto de emoção, ansiedade, nervoso, medo. tudo de uma forma boa, mas um medinho do desconhecido mesmo, sabe? como venho falando sem parar comentando em alguns posts, tenho lido e conversado muito sobre as mudanças. é impossível pensar em mudar tanto a vida e não sentir esse friozinho no estômago – ao menos eu acho natural, será que não é?

nesse momento eu me sinto dividida em duas: primeiro, depois de quase 9 anos de ac, eu não faço a menor ideia de como meu corpo vai reagir. se vou encher de espinhas, se meu cabelo vai ficar oleoso (justo agora que tá tudo lindo, hahah). se meu ciclo vai ser regular, se vai virar uma bagunça. comecei a tomar ac tão cedo que não consigo sequer lembrar se pode ser que eu tenha SOP ou não. segundo, eu não sei se vou medir TB ainda – Sr. D (sim, ele é D tb) pediu pra eu não fazer isso, deixar fluir, deixar acontecer, que eu sou muito encucada (sou mesmo, muito, super ultra mega blaster controladora), e eu falei que ok, mas MEU DEUS, é uma super oportunidade de acompanhar meu corpo, ver o que está acontecendo… não sei não sei – sei que vou controlar os dias férteis pelos apps, pelo muco e etc…mas ainda não sei qual tipo de tentante vou ser. gostaria de entrar nesse mundo bem relax, tranquila (conforme a situação permite), conhecendo meu corpo e vendo as coisas acontecer…e por outro lado tenho medo de não me empenhar em controlar cada mí-ni-ma variável e me sentir mal depois se demorar demais.

 

tá dando pra sacar a confusão que tá, né? pois é. eu não faço a mínima ideia do esperar, e pra mim que sou super controladora e etc, estar à deriva é assustador. continuo conversando com muitas mães, trocando figurinha, e sei que meu momento chegou. ao mesmo tempo, tenho medo da reação das pessoas ao meu redor – pais, sogros, etc – quando acontecer e isso é uma das coisas que me deixam preocupada também. mas vamos nessa.

 

entro no mundo das tentantes hoje, dia 24/06, aos 27 anos, após quase 9 anos de uso de ac (anos de Level, um semestre de Selene, uns meses de Gracial e uns poucos meses de Femina). trabalho, faço pós, ainda moro com meus pais e fico noiva no próximo mês. esqueci de me pesar (uma das coisas mais relevantes), mas meu peso está ok, exames ok…vamos às tentativas! me desejem boa sorte!

 

 

o começo de um novo começo.

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O ticker ali do lado conta agora o tempo em semanas: 4 semanas e 2 dias. Pelos meus cálculos, essa época ainda faltaria 2 ciclos com o ac antes de virar tentante. SÓ QUE: eu emendei duas cartelas pra não menstruar no pós infecção. Agora são 21 dias de ac, a pausa…e então é julho.

Passei mais uns dias lendo e pensando. Em todas as coisas. Minha carreira deu uma guinada incrível – duas palestras pra grandes instituições de ensino e uma entrevista (pra um site de outra) em 2 semanas – e tb fui nomeada pra base de liderança de um novo projeto da empresa que irá durar 10 meses e que, até então, só tinha gerentes e coordenadores na equipe…meu corpo que está lindo, lindo, lindo sem dieta, academia, nem nada. Não vou mentir: penso em tudo. Como vai ficar a possível carreira docente ou a atual com um bebê novo, as mudanças no corpo, estar recém casada e parida, nossa vida a dois, a vida financeira…pode parecer egoísta, mas acho mais loucura partir pra tentar sem pensar em nada. Talvez não seja a hora perfeita, mas estou consciente de tudo ao meu redor.

Então essa semana, de repente, com calma, fluiu a ‘decisão’: essa é a última cartela. Não deu medo, nem frio na barriga ou vertigem. Senti paz.

Hj avisei o amor, com ele saindo da farmácia com o ac e o af nas mãos: a menos que vc mude de ideia, essa é a última cartela. E ele me respondeu: E pq eu mudaria de ideia?

😉