BC Papeando Com Azamigas: Aleitamento.

O tema proposta pra BC dessa semana, pela Cynthia Barreto, é Aleitamento. OU SEJA. Hahahaha. Tem horas que pra mim a BC soa quase impossível pq eu me sinto cuspindo pro alto (com risco de cair na testa): falo sobre coisas que ainda não vivenciei e não sei como vai ser. O tema de hoje é assim.

Nessa vida de tentante a gente acaba lendo de tudo um pouco. Já li muito sobre o aleitamento e, claro, óbvio, assim como fui uma bebê que mamou exclusivamente no peito até o 5º mês (daí me deram uma mamadeira de suco de laranja e eu nunca mais quis saber de tetas na minha vida, fim), claro que eu pretendoquerovou-amamentar. Aí é que entra o cuspir pro alto: minhas pretensões não quer dizer que as coisas vão sair exatamente como eu acho que vão.

Na minha cabecinha, vou amamentar (um dia, sabe lá Deus quando…) em livre demanda – não entra muito na minha cabeça um bebê recém nascido ter as mamadas controladas pelo relógio e não pela vontade. Faço questãaaaaao de viver esse elo de amor, esse momento de alimentar minha cria. Em exclusivo? Sim, se eu for capaz. Se não, complemento. Até quando: outra incógnita. A menos que algo mude na vida, vou ser uma mãe que volta da licença maternidade ao trabalho e, não se sabe como o corpo – e o bebê – vão reagir à ordenha sem lugar adequado pra ser feito, sem lugar adequado pra acondicionar o leite, com bebê sendo alimentado por outras pessoas…tem quem consiga manter bastante tempo mesmo nessas condições, eu espero que sim, mas isso é impossível prever.

Sobre amamentar em público e os Mamaço’s: acho uma causa nobre e admiro quem luta e protesta e briga pelo que quer que seja que acredita. Acho que aqui, entra muito da minha criação, dos hábitos familiares, etc. Não houve, até hoje, ninguém na minha família que amamentasse em público. E nem quem negasse o peito. Mas sempre tem um paninho jogado no ombro, uma fraldinha sobre o bebê (coisa curiosa: na minha família, criança sempre tem uma fralda por perto. Meu enteado nunca tem, e eu fico doidinha com isso, não entendo) e o seio…hábitos, pudor? não sei. Sei que hoje hoje hoje, sou uma pessoa que não consegue se imaginar fazendo diferente disso. Acredito que eu não me sentiria a vontade, me sentiria exposta, mas não condeno de forma alguma quem não se incomoda – pode amamentar perto de mim e onde quiser, acho que isso é algo muito pessoal e não deveria ser motivo de discussão nem represália em lugar nenhum.

Tenho um receio muito grande pq me apego muito à histórias que ‘não deram certo’. Não tinha pega, não tinha bico, não tinha leite, jesus, me apavoro. Já li sobre as conchas e outros métodos pra auxiliar a preparar o bico (preparem uma pedra pra jogar em mim: sou apaixonada pelos meus seios, acho lindos, talvez seja minha parte preferida do corpo, e pra ser honesta eu sofro um pouquinho de pensar na mudança que eles vão sofrer, mas nunca jamais deixaria de amamentar por isso, tá no pacote e tudo vai mudar mesmo) e já sei de dois lugares na cidade (um particular e um público) que oferecem serviços de ‘orientação’ na amamentação. Vamos esperar pelo melhor, mas se a futura mãe aqui se atrapalhar, vale tudo pra fazer valer esse momento da melhor forma possível pra minha cria 😉

E esse post me lembrou uma historinha: tenho uma cunhada que é uma mulher incrível. Pariu de parto normal com a tranquilidade de quem [insiraalgosimplesaqui]. Pegou toda a equipe do hospital de surpresa, tão rápido foi o trabalho de parto. Não sentiu dor. Com a bebê coroando, andou pelo hospital pedindo ajuda que a bebê tava nascendo e alguém precisava amparar. Meu irmão tinha ido em casa pegar a mala da bebê e, perdeu. Minha mãe ligou enganada pra ela 15 minutos depois e minha afilhada berrava a plenos pulmões, enquanto minha cunhada tranquila dizia ‘acabou de nascer, vó, eu tou sozinha, pede pro pai dela voltar que eu preciso de roupa?’. E, umas semanas depois, minha sobrinha, linda, fofa, gostosa, mamando em livre demanda…desnutriu e quase morreu. Pq o leite não tinha nutrientes suficientes pra ela. Minha cunhada, mãe de duas outras meninas que nunca passaram por isso, nem sonhava. Foi um susto! Ela chorou, chorou…do leite não ser suficiente, da menina ter perdido tanto peso mesmo ela amamentando tanto, nervosa de pensar nos gastos…mas, numa ocasião dessas, faz-se o que? Bate o pé e deixa passar fome? Tem dó. Entramos com o complemento e, com 4 meses, ela estava gordinha e rechonchuda. A mãe voltou a trabalhar e ela foi pra creche (que dó). Mamava no peito quando chegava em casa e, de dia na creche, o jeito era mamadeira. Ela é linda, saudável, fofa e forte. Fim.

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Nós, D & D, ainda do noivado: obrigada pelos votos de felicidade de todas vocês!

Update: opa, passei pro Ciclo 2: 6DC e muuuuita preguiça de ficar preocupada hahaha

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3 comentários sobre “BC Papeando Com Azamigas: Aleitamento.

  1. Linda sua foto. Amei.
    E tem que se informar mesmo. Eu amamentei meu filho até 2 anos e 3 meses. Com muitos altos e baixos e perrengues.
    Usei sempre o pano, mas meu filho nunca gostou do pano na cara dele, então era sempre só cobrindo o seio mesmo. E vivemos.
    Foi muito difícil. Maa foi ótimo.
    Parabéns pelo noivado D.

    querouboumeucoracao.blogspot.com

  2. Coincidência, tava lendo sobre aleitamento ainda hoje… tá aí uma coisa com a qual não me estresso, vou fazer a minha parte, bem informada eu sou, no mais se rolar rolou, mas não vou ter pudor algum em complementar se o bebê não estiver ganhando peso. Livre demanda aqui só vai rolar no primeiro mês, a não ser que venha prematuro.
    Quanto a amamentação em público tenho opiniões fortes, acho simplesmente horrível uma mulher ficar com os seios expostos em público, não tem porquê não usar o “paninho” para ser mais discreto ou ir a um lugar mais reservado, se possível. Acho desrespeito mesmo com as pessoas ao redor, e egoísmo achar que as pessoas são obrigadas a achar natural verem seus peitos só porque tem um bebê sugando ali. Já entrei em milhares de discussões sobre isso, já ouvi diversos argumentos, e nenhum me faz deixar de achar falta de respeito próprio e para com o próximo, sei lá, fui criada dessa forma, aqui a gente se preserva muito, se respeita…mamaço então…me parece mais necessidade de atenção e puro ego mesmo que a defesa de uma causa….

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