então, é Natal.

Nunca gostei muito de Natal. Esse ano minha família se reuniu ruidosamente e foi razoável. Ontem li muito a Bíblia e pedi muito a Deus que me dê um sinal – estava tão aborrecida, já inchada e cheia de espinhas de ter começado a progesterona pra menstruar. Hoje eu estou beeem inchada mesmo! Incomoda tanto, mas a gente pensa que tudo bem, é o começo de um começo de um novo ciclo e isso enche de fé!

E entrei na internet pra ver o resultado do estradiol e da prolactina. Aí veio o baque: estradiol alto, prolactina altíssima. Foi um baque, estou chocada. Fiz esse exame há um mês e meio e estava tudo ok.

Não sei o que pensar. De tanto pedir um sinal pra Deus, estou ficando confusa sobre o que é e o que não é um sinal. Tô muito chateada mesmo. Vou orar e cair na cama, mas me senti esmorecida. Talvez, agora, aos 28, eu descubra que não são todas as coisas que eu me proponho a fazer que vão dar certo. Ter um filho será uma dessas?

A SOP, os exames (são muitos!), inchaço, acne, ganho de peso, ciclos intermináveis, ser refém de horários médicos a perder de vista, médicos que se contradizem e etc…meu deus. Será mesmo que precisa passar por tudo isso?

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.a gripe e a TB.

hoje teve o chá de fraldas de uma das minhas amigas e foi lindo, eu adorei. não me senti mal durante nem nada. mas quando cheguei em casa baixou uma bad de pensar nos meus ‘próprios problemas’. no último post mencionei a alta da TB (até cedo demais), certo? e tb mencionei a garganta arranhando. pois bem, assim que entrei com o anti inflamatório, a TB caiu abaixo da coverline 2 dias seguidos e o FF avisou que não podia mais prever minha ovulação com base naquelas informações. confesso que fiquei triste e meu humor foi no pé.

foi indo, foi indo, com a correria da semana e etc, aconteceu o (im)previsto: eu realmente gripei. a alta da TB, na verdade, provavelmente foi o começo de um estado febril. não adianta medir TB com gripe, né, minha gente? no 20DC medi a última vez, perdi o clima, o tesão, o pique.

hoje é o 23DC e, como sempre, nada aconteceu. nem muco, nem dor de ovulação, a TB aconteceu o que aconteceu, enfim…eu estou…ok, gente, vamos combinar, é devastador. estou indo pra 4 meses vendo meu organismo absolutamente congelado. ou pior, pq nos últimos dias a acne aumentou, eu ganhei peso – quase 3kg –  e não sei se é a ansiedade, se é hormonal, sei que estou bem chateada. vou voltar a caminhar, até voltar a correr, amanhã, pq tenho que manter o peso sob controle. e meus dias tem sido disfarçar que estou observando o passar do tempo. disfarçar que volta e meia venho na internet procurar o que pode ser, o que pode ser feito. e disfarçar que tenho medo do quanto mais vou esperar, se não vou conseguir. e esperar, que dia 07/11 tenho GO, vou estar no 42DC sem menstruar, acredito eu – e, provavelmente, seja com exames ou medicações, essa consulta vai se tornar uma nova espera.

Bebê, vc vai mesmo demorar tanto? E, o mais importante: Bebê, vc vai vir?

a opinião alheia.

eu nem sei se devia fazer esse post de hoje pq ele é bem desabafão mesmo. é que ontem aconteceu uma coisa.

eu tenho uma amiga que viveu oq eu estou vivendo há alguns anos atrás. ela começou a namorar, resolveu ter bebê, mudou de casa, virou tentante, esperou uns meses…e teve um bebê. e logo depois outro bebê, por acidente. hoje ela tem dois filhos lindos (juro, absurdamente lindos), a casinha deles, carro, trabalha, o marido dela é um paizão e muito querido…enfim. sei que a vida não é fácil pra ninguém e nós temos algumas muitas diferenças de ‘circunstâncias’, BUT.

 

ontem comentei com ela que tinha parado o ac. e ela me chamou de doida. disse que vou acabar com minha vida, com meu relacionamento. que vai virar uma bosta. que eu devia voltar e já. casar. viajar. e umas outras coisas. e depois pensar nisso que pelas minhas contas eu ia tentar daqui uns 5 anos. e eu fiquei tipo cara-de-árvore. aí ela comentou que se soubesse o que sabe hoje jamais teria feito isso. que é muito feliz, sim, que o marido ajuda ela muito, mas que faria diferente (?). falou ATÉ. e hoje me chamou cedinho ainda me chamando de doida e dizendo que ia por uma campanha no jornal até eu voltar com o remédio, que não vai me deixar fazer isso e etc. gente. precisa dizer? fiquei ultra mega blaster assustada, achei…não sei se é cruel a palavra, mas fiquei tipos OI? ainda comentei com ela que eu não fiz nada disso quando ela resolveu ser mãe. descurti muito a pressão. arrependi horrores de ter comentado. pior PIOOOOOOOR foi ela me dizer ‘e não vai achando que filho segura homem não, viu, que não segura’ – gente, de onde saiu isso? e eu lá quero segurar alguém com filho? e eu lá preciso disso? me senti com 15 anos planejando engravidar – sabe? uma coisa beeeeem fora de contexto?

 

eu conheço todo o discurso da hora ideal pra ter filhos e talvez eu esteja cometendo um erro ao ir contra mesmo. mas é o meu momento. é a minha vida, é a minha escolha. não sou burra, tenho plena consciência do que estou fazendo. inclusive, é um momento diferente do que ela viveu quando fez essa escolha (e nem assim nunca achei ela doida): é meu momento de estabilidade profissional, plano de saúde, licença, benefícios…sobretudo, não estou engravidando virando tentante pra segurar ninguém. o que grita agora é nossa vontade de ter nossa família, nossa vida, nosso canto. eu entendo (entendo?) que ela tenha tido vontade de ‘abrir meus olhos’, aconselhar pro bem, sei lá…mas eu não curti. de verdade. D (D pai, acho que já disse, ele é D tb) me embalou muito a noite. deu colo, cheirou, abraçou, conversou. que acha que minha amiga perdeu uma oportunidade de ficar quietinha. que não é nada disso, que a gente sabe que a vida vai mudar, mas que paranóia é essa de acabar a vida, acabar a gente? e seguimos firmes e fortes. o conselho não serviu pra me fazer mudar de ideia. mas foi chato. chato, né? pois é.

 

bom do fds é contar que amanhã vou assinar os papéis da casa. deu certo! minha casa! (e vai ser pertinho da minha família!). felicidade aqui é MATO!

 

 

ácido fólico e outras coisas.

tentei achar no OvoView – meu diárinho registra-tudo até o momento – quando foi que comecei o ácido fólico, mas não achei. foi no meio do turbilhão da infecção, então eu me perdi, não anotei. fazer o que. mas enfim: o GO novo que visitei em abril…não rolou. eu até curti muito várias coisas – como ele ter US no consultório – mas achei ele um pouco frio e distante, seco mesmo, e eu sou muito aberta, converso, tenho mil perguntas sobre tudo sempre, então não vai rolar. até as coisas acalmarem, como estou bem, os preventivos feitos e etc, vou continuar com minha GO que, abriu mão da obstetrícia, e vamos fazer novos testes. esse GO receitou o DTNFol e me pediu pra entrar em contato assim que largar o ac e a menstruação atrasar. a única coisa nele que me agradou foi abrir a porta pra eu ir embora dizendo: eu vou te ver em breve, acredite!

comecei o ácido fólico e, gente, eu cheguei a ler sobre efeito colateral do ácido fólico nos fóruns da vida! PÂNICO. mas não senti nada. sigo tomando. coisa mais estranha da vida é tomar uma pílula de ac e outra de af.

as últimas semanas foram de muita conversa, com o amor, com uma amiga com quem me abro sobre o assunto – oi, Bih! – e de pensar nos conselhos que vcs deixaram. apesar do medinho, meu coração deu a largada e está decidido que em julho o ac é suspenso e fica nas mãos de Deus o momento certo da chegada do bebê!

 

andei me sentindo um pouco pressionada por tudo que leio em vários blogs – minha leitura está muito comprometida pq bloquearam tudo no trabalho – sobre o universo da maternidade. repensei o blog. ter blog de desejante é meio viajado, né, nada pra contar, mas resolvi manter seguindo os meus sonhos: eu sempre quis ter um blog pra registrar tudo quando fosse ser mãe um dia, e assim será. quero relaxar, ler, fazer amizades, amparar e ser amparada, aprender, mas não quero me sentir pressionada nem cobrada. não sou ativista de nada: nem do parto normal, nem da cesárea, nem do aleitamento exclusivo, nem da cama compartilhada, do enxoval ou da falta dele…eu sou completa e absolutamente a favor da felicidade. da felicidade da desejante, da tentante, da gestante, da mãe, do casal, do filho. tenho plena convicção que no coração de cada uma existe a resposta pro caminho ideal, pras escolhas ideais, pro que traz segurança, conforto e vida. VIDA, gerar VIDA, que é o importante de todo esse universo, que é pelo que estamos lutando e desejando. não acho ninguém mais mãe ou menos mãe por nenhuma decisão que parta do coração. preciso ter o pézinho nisso, nessa realidade que é minha, pra não me perder nem me sentir pressionada aqui tb. não é que sou uma jaca mole, gente, sem opinião e etc, mas é que aqui eu tou jogando de coração aberto e tem julgamentos que incomodam MUITO. e eu não pretendo me render à eles. Mais amor (e menos julgamento), por favor!

 

 

pra continuar mostrando que oi-sou-gente-de-verdade e pra encerrar esse post que vai do nada pro lugar algum, vou contar que esse fds descobri que duas amigas próximas, irmãs, estão grávidas. 3 semanas de diferença de uma pra outra. não aguentei ficar no mesmo ambiente que elas por muito mais tempo do que eu necessitava, ouvindo toda a conversa dos primeiros meses-sintomas-família babona e etc. o que eu senti não foi nem um tiquinho civilizado. nadica. e quando contei pra namorado: ele riu. fuén.

a abstinência do antidepressivo.

Uma das primeiras providências que tomei quando me declarei desejante-oficial-rumo-a-virar-tentante foi decidir que precisava largar o antidepressivo. eu fazia uso de 20mg de Citalopram há 3 anos. PORQUE: depressão cíclica de grau leve. Quando comecei a pesquisar aqui e ali, vi que a maior parte das gestantes abandonam o remédio por riscos de má formação do tubo neural do feto, principalmente nos 3 primeiros meses – justo quando os hormônios estão mais loucos. Se a depressão é leve ou moderada, o risco é considerado maior com o uso da droga para o bebê, do que pra mãe aguentar as pontas (acho justo). Achei que largar de uma vez na marra ia ser pior do que largar antes aos poucos (né?). E todos os médicos pegavam no meu pé pra largar, que era uma muleta, que eu precisava batalhar pela minha saúde mental, que meu problema é só ansiedade e etc. Então, vamos largar. Minha vida está numa fase bonita, alegre, equilibrada e positiva, seria o melhor momento.

Simples, fácil, lindo e limpo, né? Não.

Em fevereiro comecei a redução da dose e o começo foi caótico. Taquicardia, fraqueza, tremedeiras, descontrole emocional. Muito apoio e paciência do namorado e continuei firme. Mês passado estava com a dose reduzida em dobro, até que fui largando. Amanhã faz duas semanas sem nada.

 

E eu estou péssima. Completamente bipolar, angustiada, deprimida, com a auto-estima no pé. Comecei a dança pra substituir a academia pq atividade física ajuda, mas já tive que largar a dança por conta de uma outra coisa muito boa que aconteceu: comecei a lecionar à noite (assunto pra outro post). Estou sem tempo nenhum, jornada dupla de trabalho, consigo manter o ritmo e cumprir minhas obrigações e se eu não contar ninguém desconfia, porque minha cara de paisagem é ótima, mas eu me sinto péssima todo o tempo. Parece que tem um buraco negro me engolindo.

 

Dia 16 eu tenho GO. Vou testar um GO novo (pq o meu vive sem tempo demais, sem condições), pra fazer os exames que precisar, começar ácido fólico, ver se tem algum problema pra resolver e etc. Vou conversar sobre isso com ele, claro, se bem que agora voltar os remédios daria até trabalho por conta dos efeitos colaterais. Mas hoje hoje hoje, a sensação que eu tenho é que não vou aguentar. Não estou conseguindo preparar minhas aulas, estou sobrecarregando meu relacionamento, tenho vontade de chorar o tempo todo e ainda estou passando mega mal (vômitos e diarréia) desde sexta, acho que é meu emocional me trollando. e eu não conheço nenhuma gestante/treinante com quem eu possa conversar sobre isso. Tive vontade de desabafar no grupo no FB, mas estou começando a ficar com medo que alguém me lembre que sou uma mera desejante e que devia sossegar o facho e não ficar dando trabalho.

 

Enfim, é isso. A dona do Desejo de bebê está absolutamente em crise num dos primeiros obstáculos em busca da maternidade.

 

Matéria recente sobre o assunto: Uso de antidepressivos na gravidez pode trazer riscos

o desejo de bebê.

Estou começando esse blog sem saber direito o que estou fazendo. Não, mentira, eu sei. Sou blogueira há muitos anos e isso enriqueceu muito minha vida. Mas, escrever sobre esse desejo profundo, essa vontade latejando no peito (ou no ventre?) sem ser em tom de piada…ah, isso é muito novo.

Fato é que eu sempre quis ser mãe. Mas eu nunca encontrei com quem querer. Alguém com quem eu sentisse a segurança que sinto agora e que não sei explicar. Ou seja, agora eu encontrei e quero mais ainda. Mas eu tenho que esperar.

Sou desejante. Nos planos, sou desejante até julho. Acompanho a blogosfera materna há muito tempo (muito mesmo) e sei que tenho um perfil diferente de futura mãe. E, acredito, serei alvo de julgamentos, críticas e conselhos por isso. Pra começar, ainda não sou casada. Estou organizando meu noivado. Tenho 27 anos. Já temos um bebê – que não é mais tão bebê e por quem sou apaixonada tanto quanto pelo pai – de uma relação anterior do meu amor. Conviver com ele e o amor genuíno dos dois mexeu ainda mais comigo e é enriquecedor. Ou seja: não sou casada, não tenho anos e anos de relacionamento e outros fatores. Já ouvi falar muito da malha fina da blogosfera materna como mordaz, crítica e impiedosa. Nunca passei por isso antes e, sinceramente, espero aqui não passar também. De alguma forma, espero encontrar corações abertos e compreensão (pq né, kd calor de mãe).

Resolvi escrever porque meu coração transborda desse desejo…nos últimos tempos comecei a me colocar ‘no caminho’ pra preparar o caminho e está ficando difícil guardar tudo só pra mim! É história pra outro post. Esse é só pra eu me apresentar e já poder comentar em outros blogs sem assustar as futuras mães. Ou, na minha condição de desejante-não-casada, assustar. Quem sabe?

Sou D, tenho 27 anos, analista de marketing, curso hoje um mba depois de duas faculdades, sou paulista e sou mineira, escorpiana e…desejante!

ps.: odiei esse contador do WordPress, mas não consegui colocar um melhorzinho! alguém me aconselha alguma coisa?rs