O que você gostaria de saber antes do seu filho nascer?

Tá salvo nos favoritos e eu assisto todo dia que ligo o note.
Me acalma naquelas dúvidas e medos que tenho.

Continuo com friozinho na barriga – se não me engano, faltam 10 comprimidos pro fim do ac.
E eu já me pego conversando
‘Filho, pode vir que eu tou te esperando.’

(eu tou bem maluca, pode falar)

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o começo de um novo começo.

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O ticker ali do lado conta agora o tempo em semanas: 4 semanas e 2 dias. Pelos meus cálculos, essa época ainda faltaria 2 ciclos com o ac antes de virar tentante. SÓ QUE: eu emendei duas cartelas pra não menstruar no pós infecção. Agora são 21 dias de ac, a pausa…e então é julho.

Passei mais uns dias lendo e pensando. Em todas as coisas. Minha carreira deu uma guinada incrível – duas palestras pra grandes instituições de ensino e uma entrevista (pra um site de outra) em 2 semanas – e tb fui nomeada pra base de liderança de um novo projeto da empresa que irá durar 10 meses e que, até então, só tinha gerentes e coordenadores na equipe…meu corpo que está lindo, lindo, lindo sem dieta, academia, nem nada. Não vou mentir: penso em tudo. Como vai ficar a possível carreira docente ou a atual com um bebê novo, as mudanças no corpo, estar recém casada e parida, nossa vida a dois, a vida financeira…pode parecer egoísta, mas acho mais loucura partir pra tentar sem pensar em nada. Talvez não seja a hora perfeita, mas estou consciente de tudo ao meu redor.

Então essa semana, de repente, com calma, fluiu a ‘decisão’: essa é a última cartela. Não deu medo, nem frio na barriga ou vertigem. Senti paz.

Hj avisei o amor, com ele saindo da farmácia com o ac e o af nas mãos: a menos que vc mude de ideia, essa é a última cartela. E ele me respondeu: E pq eu mudaria de ideia?

😉

sobre começar a tentar (ou não).

A dúvida começou com a infecção – depois do último post, fiquei o resto da semana em repouso absoluto por ordens médicas. Fiquei frágil, triste, insegura, chorosa. Senti dor como nunca na vida (e meu limiar de dor é BEM baixo). Questionei meus limites físicos, emocionais, psicológicos. E, dentro de alguns dias, esse texto caiu nas minhas mãos. Ainda está empacado no navegador do celular. Li milhares de vezes. E comecei a pensar: como eu nunca tinha pensado nisso antes? o que vem depois? eu estou preparada para o que vem ‘depois’?

Li mais sobre o assunto. Vi posts de mães relatando o primeiro mês (ou o resto da vida) como um caos absoluto. Medo de falhar, de não dar conta. O susto do serzinho tão pequeno e frágil e completamente dependente. As madrugadas de choro e impotência. A culpa de se sentir mal – por n fatores diferentes. Comecei a sentir medo também. Tive vergonha de sentir medo. Eu quero tanto ser mãe – e pq o medo? Me recolhi. Li mais blogs. E mais, e mais. Conversei com amigas. Conversei com uma completa desconhecida que, dançava livremente com seu bebê de meros 2 meses numa festa de casamento. O resultado foram relatos de: sim, dá desespero, vc precisa de ajuda, da família, do seu companheiro – mas eles crescem, passam, vale a pena, também é gostoso, tenha paciência como casal, a vida sexual sofre um baque, a financeira também, mas tudo se ajeita com os dias.

Fui me acalmando. No meio do caminho, li em tempo record o Doida Por Um Ninho, guardado há meses: a batalha pela vontade, por realizá-la. E veio o encontro de nós, jovens, amigos, e nossos casais amigos e seus bebês lindos. Fofos. Choramingãozinhos. E então veio o dia das mães. Dia das mães sacode desejantes/tentantes, né? Caraca.

Acordei com um bom dia de feliz dia das mães do Namorado – afinal, sou mãedrasta do Pacotinho. Foram flores pra sogra, pra mãe, pra irmã que é mãe. Almoço em família. Muitas declarações de amor em redes sociais. Muito reforço do amor de mãe. E muita vontade de…estar de barrigão no próximo dia das mães, quem sabe?…

Enquanto me senti confusa – e culpada por estar confusa – o ticker ali do lado estava me desesperando. Agora acalmou. Eu tinha esse plano e, antes mesmo de saber que Namorado surgiria com seu coração de pai e a coragem de vamos fazer isso juntos e vai dar certo, eu já me preparava. Coisas práticas: estabilidade profissional, meu carro – pq bebê demanda carro – saúde em dia. Parei de me sentir culpada e comecei a me sentir confortável. Dúvidas são válidas. Dúvidas nos fazem pensar, ponderar, avaliar, se preparar. Estar pronto pelo que vier no caminho, o certo, o errado. E eu vou seguir em frente.

Já comecei o ácido fólico (assunto pra outro post). Estou 100% recuperada da infecção, agora só com uma gripezinha enjoada. Apaixonada. Trabalhando muito. E, finalmente, começando a organizar meu noivado. Nós vamos fazer isso. Nós vamos ter um bebê.

 

ps.: se alguém já-mãe que passa por aqui quiser deixar um relato tranquilizador/desesperador pra eu pensar mais sobre o assunto….eu vou AMAR!

ps do ps.: ao todo perdi 2,5kg com a doençazinha. meu apetite fugiu de casa, estou fazendo bastante esforço pra me alimentar bem e saudavelmente…mas a verdade é que eu estou DYVAAAAAH, cinturinha liiiiinda, haha ❤

o Angel Sounds (ou: a primeira compra).

se eu já me sentia maluquinha quando comecei esse blog, agora me sinto mais ainda. porque: fiz minha primeira compra!

mais ou menos no mesmo dia que comecei o blog, deu o impulso. eu havia estranhado que, há alguns dias, numa loja com o namorado, tive vontade de comprar um macacãozinho pela primeira vez…mas não comprei, fiquei com vergonha, e com aquilo na cabeça. até que comentei com ele, que não me achou maluca (ou não me disse que achou) e que tudo bem. aí me deu vontade de comprar algo em que eu vivo pensando: um Angel Sounds!

eu já tinha lido sobre ele em outros blogs e tal, mas desde que li esse post, lá no Diário de uma aguardante, fiquei com o assunto na cabeça…namorado acha que talvez não fosse bom pra mim, que posso não ouvir direito, ficar ansiosa, nervosa. eu já acho que pode me trazer tranquilidade, e que é melhor antecipar alguns gastos que são ‘mimos’ pra não deixar pra em cima da hora, quando estivermos apertados-recém-casados e deixar pra lá. daí então achei ele por um preço camarada no ML e…comprei!

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dei uma sorte que, o vendedor estava vindo pra minha cidade e não precisei pagar frete. ele me entregou em mãos! na verdade, contei pra namorado (não quero passar por louca, mas não quero fazer as coisas escondida!) e no dia ele foi buscar pra mim…e o cara perguntou pra ele de quanto tempo eu estou grávida! e ele ‘não, ela não tá grávida não’ QUE VERGONHA! 😦 me senti muito maluca (ou tive noção do tamanho da minha maluquice)! ainda bem que mandei ele no meu lugar, haha.

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ele é fofo, tem um design leve, gostoso e tem em verde e em rosa, escolhi rosa pq foi a cor em que ‘conheci’ ele…só que, né, kd bebê pra testar? disso surgiu uma cena que eu nunca vou esquecer: meu namorado parado no escuro da garagem, com os fones no ouvido e o doppler no peito – o reflexo da iluminação verde dele – concentrado, sorrindo quando ouviu o próprio coração. foi uma das cenas mais bonitas que já vivi do lado dele. sorri junto, foi tão engraçado e leve…quero esse sorriso na minha vida, no meu filho, ver ele multiplicado sempre e sempre.

muito prova de amor acompanhar a namorada nessas viagens, né? *.*

hoje sozinha ouvi meu próprio coração (aloka) só pra ver como ele funciona mesmo. tou menstruada e numa bad louca – fiz troca de ac nesse último ciclo que passou e, claro, cabecinha de desejante, torci muito pra que falhasse. a médica alertou pra não trocar naquele ciclo ou usar um método contraceptivo a mais, então existia a possibilidade. sem contar que, quanta gente engravida quando troca o remédio, né? mas com quem quer: nunca. além da tpm, rolou frustração  e eu fiquei bad mesmo. um misto de alívio – mais tempo pra me preparar e preparar a vida – e tristeza.

mas agora já passou e eu já fiz minha primeira compra. guardei in off pq é coisa nossa, só minha e do amor. me senti livre. feliz. encarando meu sonho nos olhos. um desafio e tanto!

o desejo de bebê.

Estou começando esse blog sem saber direito o que estou fazendo. Não, mentira, eu sei. Sou blogueira há muitos anos e isso enriqueceu muito minha vida. Mas, escrever sobre esse desejo profundo, essa vontade latejando no peito (ou no ventre?) sem ser em tom de piada…ah, isso é muito novo.

Fato é que eu sempre quis ser mãe. Mas eu nunca encontrei com quem querer. Alguém com quem eu sentisse a segurança que sinto agora e que não sei explicar. Ou seja, agora eu encontrei e quero mais ainda. Mas eu tenho que esperar.

Sou desejante. Nos planos, sou desejante até julho. Acompanho a blogosfera materna há muito tempo (muito mesmo) e sei que tenho um perfil diferente de futura mãe. E, acredito, serei alvo de julgamentos, críticas e conselhos por isso. Pra começar, ainda não sou casada. Estou organizando meu noivado. Tenho 27 anos. Já temos um bebê – que não é mais tão bebê e por quem sou apaixonada tanto quanto pelo pai – de uma relação anterior do meu amor. Conviver com ele e o amor genuíno dos dois mexeu ainda mais comigo e é enriquecedor. Ou seja: não sou casada, não tenho anos e anos de relacionamento e outros fatores. Já ouvi falar muito da malha fina da blogosfera materna como mordaz, crítica e impiedosa. Nunca passei por isso antes e, sinceramente, espero aqui não passar também. De alguma forma, espero encontrar corações abertos e compreensão (pq né, kd calor de mãe).

Resolvi escrever porque meu coração transborda desse desejo…nos últimos tempos comecei a me colocar ‘no caminho’ pra preparar o caminho e está ficando difícil guardar tudo só pra mim! É história pra outro post. Esse é só pra eu me apresentar e já poder comentar em outros blogs sem assustar as futuras mães. Ou, na minha condição de desejante-não-casada, assustar. Quem sabe?

Sou D, tenho 27 anos, analista de marketing, curso hoje um mba depois de duas faculdades, sou paulista e sou mineira, escorpiana e…desejante!

ps.: odiei esse contador do WordPress, mas não consegui colocar um melhorzinho! alguém me aconselha alguma coisa?rs