.retorno ao GO, recomeço e post longo.

O post de hoje vai ser longo: senta que lá vem a história. Mas, né, estou praticamente um mês sem escrever! Um mês 3,6kg mais gorda, muitas espinhas e, outro ciclo de 42 dias. Tive GO no dia 07/11 e, é sobre isso que vim registrar.

O retorno ao GO contou com o resultado do espermograma de D. e, uma coisa bonita: a iniciativa dele em me acompanhar nas consultas, na busca ativa por esse bebê tão desejado. Ele fez o espermograma numa boa e o resultado está ok. Por questões de estou-falando-dele-e-não-de-mim, não vou entrar em detalhes. Mas só Deus e meu coração sabem o quanto estou grata por essa iniciativa dele, esse companheirismo.

O GO conversou com a gente sobre o resultado do espermograma, período fértil (nos ensinou a calcular direitinho e quando namorar, e eu fiz cara de paisagem e deixei ele achar que a gente não sabia, vai que ele ficava mais feliz em explicar), minha SOP, ovulação, menstruação…quando comecei a perguntar, ele soltou o clássico ‘pelo visto você andou lendo muito no Google e não vai dar pra eu ficar inventando pra cima de você’ o.O Então sentamos e conversamos e o resultado foi:

De início, 10 dias de Farlutal de novo, até menstruar. Depois de menstruar, serão 6 ciclos de indutor, com 1 comprimido de Serophene durante 5 dias a partir do 5DC. Ultra seriada? Não. É pra eu retornar em 3 meses e, se não tiver tido sucesso, aí faremos a US pra confirmar a ovulação, mas ele foi categórico ao dizer que não gosta de US pq tira ‘a espontaneidade’ da relação. Que quer que a gente namore muito, com paixão, deseje esse bebê, e não fique pirando ‘hoje está do tamanho errado, não namora/hoje tá com tamanho bom, então namora’. Não receitou a metformina – que metformina e gestação não combinam (e fiquei/estou confusa sobre isso porque li mil coisas controversas na internet), não quis passar dosagem hormonal, alegando que pela SOP vai estar tudo alterado mesmo, e que não é isso nossa busca…insisti na questão da prolactina, que tenho lido muito que, se alta, inibe a ação do indutor, e ele passou o pedido pra prolactina, não sem antes discursar meia hora sobre minha ansiedade e deixar claro que eu estou queimando etapas (mas eu tava certa, né, se ele cedeu). Sobre o peso que ganhei e a acne: meu metabolismo não ajuda, então com o ac, o peso estabilizou. Se eu tirei o ac e mantive a mesma vida, não ia funcionar. Pra fechar a boca, me exercitar, que se eu voltar a ovular, vai ajudar na perda de peso. E que o efeito colateral do indutor é como todo efeito colateral: varia de pessoa pra pessoa.

Agora meu pensamento/opinião: quase chorei a consulta inteira. Nervosa, instável, já tinha levado dois negativos na fuça na mesma semana (ai, gente, que drama). D estar lá me ajudou demais. Fiquei levemente chateada com a falta do US, mas entendi a questão da tensão-pro-casal que ele propôs e, ó, confesso, tenho PAVOR de mecanizar meu relacionamento. Então se é por 3 ciclos, eu topei. Sobre a dosagem hormonal: fiz o exame de prolactina ontem e, meus últimos exames de tireóide não deram alteração, mas já tem bastante tempo – então vou dar um jeito de fazer os exames, sem ele saber. Nesse meio tempo, vou tentar agendar com minha endócrina pra me auxiliar com os hormônios, ver essa questão da metformina e dar um socorro com a perda de peso. Uma coisa sou obrigada a concordar: ele comentou que outro médico no lugar dele, não iria receitar nada. Ou só tentar regular o ciclo. E um especialista em reprodução vai me mandar pra casa pra voltar em um ano. Que sou muito ansiosa e estou queimando etapas. E isso é real.

Mas fiquei triste. À noite, num abraço, desabei: chorei com D sobre ouvir falar sobre meu organismo eternamente desregulado…sobre pensar que, será que vai ser sempre difícil assim pra ter um filho. Chorei de medo de não conseguir, de não realizar esse sonho. De não ter meu bebê. Chorei de medo, de angústia, de nervoso. Chorei de arrependimento de não ter parado o ac antes e ter vindo só regulando a menstruação há mais tempo. D me abraçou, me beijou, me cheirou, disse que se o médico disse que são 40% de chance de engravidar em 6 meses, são 40% e vamos usar eles e fim. Que podia ser pior, ele podia ter dito simplesmente que não vou ter um filho nunca. Me pediu pra ter fé e confiar em Deus, que vamos realizar isso. E que, nós, que andamos dois coelhos (hehe) vamos então namorar MAIS e MAIS. Queria ser um mosquitinho pra entrar na cabeça dele e saber se é isso mesmo que ele pensa, se tudo isso, a consulta, o excesso de informação e etc, não deu um SUSTO no meu amor.

Fiquei ontem ainda triste, borocoxô. Duas amigas gestantes e entendidas conversaram muito comigo, uma está me ajudando muito (bah, sua linda, sei que vc está lendo e sei que vc sabe que é vc, beijo na casinha da Rafa <3) a ficar otimista e manter a calma e pensar com a cabeça – e não com o desejo. Hoje amor e eu passamos o dia num clube, na água, brincando, namorando e se divertindo sem pensar em nada e eu me sinto melhor.

Vou medir TB esse ciclo de novo (ainda não ovulei, mas adoro TB) e espero dar tudo certo – gente, como eu quero ovular! Acho que minha maior urgência atualmente é ver meu corpo vivo, ativo, funcionando! Sobretudo, espero com o passar dos dias conseguir manter a cabeça no lugar, ter um pouco mais de fé e calma, não sofrer e não me angustiar, dar tempo ao tempo, me conectar com meu corpo e entender o que ele diz. Se sou ou não capaz de realizar esse sonho. Eu acredito que sim, mas confesso, preciso um up na auto-confiança, que está bem abalada.

Era isso. Espero voltar em menos dias pra dar notícias – e espero sinceramente não ter de novo um ciclo de 42 dias.

Beijos!

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.a gripe e a TB.

hoje teve o chá de fraldas de uma das minhas amigas e foi lindo, eu adorei. não me senti mal durante nem nada. mas quando cheguei em casa baixou uma bad de pensar nos meus ‘próprios problemas’. no último post mencionei a alta da TB (até cedo demais), certo? e tb mencionei a garganta arranhando. pois bem, assim que entrei com o anti inflamatório, a TB caiu abaixo da coverline 2 dias seguidos e o FF avisou que não podia mais prever minha ovulação com base naquelas informações. confesso que fiquei triste e meu humor foi no pé.

foi indo, foi indo, com a correria da semana e etc, aconteceu o (im)previsto: eu realmente gripei. a alta da TB, na verdade, provavelmente foi o começo de um estado febril. não adianta medir TB com gripe, né, minha gente? no 20DC medi a última vez, perdi o clima, o tesão, o pique.

hoje é o 23DC e, como sempre, nada aconteceu. nem muco, nem dor de ovulação, a TB aconteceu o que aconteceu, enfim…eu estou…ok, gente, vamos combinar, é devastador. estou indo pra 4 meses vendo meu organismo absolutamente congelado. ou pior, pq nos últimos dias a acne aumentou, eu ganhei peso – quase 3kg –  e não sei se é a ansiedade, se é hormonal, sei que estou bem chateada. vou voltar a caminhar, até voltar a correr, amanhã, pq tenho que manter o peso sob controle. e meus dias tem sido disfarçar que estou observando o passar do tempo. disfarçar que volta e meia venho na internet procurar o que pode ser, o que pode ser feito. e disfarçar que tenho medo do quanto mais vou esperar, se não vou conseguir. e esperar, que dia 07/11 tenho GO, vou estar no 42DC sem menstruar, acredito eu – e, provavelmente, seja com exames ou medicações, essa consulta vai se tornar uma nova espera.

Bebê, vc vai mesmo demorar tanto? E, o mais importante: Bebê, vc vai vir?

a abstinência do antidepressivo.

Uma das primeiras providências que tomei quando me declarei desejante-oficial-rumo-a-virar-tentante foi decidir que precisava largar o antidepressivo. eu fazia uso de 20mg de Citalopram há 3 anos. PORQUE: depressão cíclica de grau leve. Quando comecei a pesquisar aqui e ali, vi que a maior parte das gestantes abandonam o remédio por riscos de má formação do tubo neural do feto, principalmente nos 3 primeiros meses – justo quando os hormônios estão mais loucos. Se a depressão é leve ou moderada, o risco é considerado maior com o uso da droga para o bebê, do que pra mãe aguentar as pontas (acho justo). Achei que largar de uma vez na marra ia ser pior do que largar antes aos poucos (né?). E todos os médicos pegavam no meu pé pra largar, que era uma muleta, que eu precisava batalhar pela minha saúde mental, que meu problema é só ansiedade e etc. Então, vamos largar. Minha vida está numa fase bonita, alegre, equilibrada e positiva, seria o melhor momento.

Simples, fácil, lindo e limpo, né? Não.

Em fevereiro comecei a redução da dose e o começo foi caótico. Taquicardia, fraqueza, tremedeiras, descontrole emocional. Muito apoio e paciência do namorado e continuei firme. Mês passado estava com a dose reduzida em dobro, até que fui largando. Amanhã faz duas semanas sem nada.

 

E eu estou péssima. Completamente bipolar, angustiada, deprimida, com a auto-estima no pé. Comecei a dança pra substituir a academia pq atividade física ajuda, mas já tive que largar a dança por conta de uma outra coisa muito boa que aconteceu: comecei a lecionar à noite (assunto pra outro post). Estou sem tempo nenhum, jornada dupla de trabalho, consigo manter o ritmo e cumprir minhas obrigações e se eu não contar ninguém desconfia, porque minha cara de paisagem é ótima, mas eu me sinto péssima todo o tempo. Parece que tem um buraco negro me engolindo.

 

Dia 16 eu tenho GO. Vou testar um GO novo (pq o meu vive sem tempo demais, sem condições), pra fazer os exames que precisar, começar ácido fólico, ver se tem algum problema pra resolver e etc. Vou conversar sobre isso com ele, claro, se bem que agora voltar os remédios daria até trabalho por conta dos efeitos colaterais. Mas hoje hoje hoje, a sensação que eu tenho é que não vou aguentar. Não estou conseguindo preparar minhas aulas, estou sobrecarregando meu relacionamento, tenho vontade de chorar o tempo todo e ainda estou passando mega mal (vômitos e diarréia) desde sexta, acho que é meu emocional me trollando. e eu não conheço nenhuma gestante/treinante com quem eu possa conversar sobre isso. Tive vontade de desabafar no grupo no FB, mas estou começando a ficar com medo que alguém me lembre que sou uma mera desejante e que devia sossegar o facho e não ficar dando trabalho.

 

Enfim, é isso. A dona do Desejo de bebê está absolutamente em crise num dos primeiros obstáculos em busca da maternidade.

 

Matéria recente sobre o assunto: Uso de antidepressivos na gravidez pode trazer riscos