O finalzinho da gestação!

Manter esse blog como registro da gestação foi então um objetivo fracassado.rs e nos últimos tempos não foi falta de tempo, foi falta de foco mesmo.

Com 34 semanas, levei um sustinho. Numa segunda feira eu estava muito, muito nervosa, triste, descontrolada mesmo. Tive um dia de lágrimas o tempo inteiro. No finalzinho do dia, fui ao banheiro e notei que meu protetor tinha uma manchinha escura. Mas só qdo me limpei é que vi: sangue vivo. Entrei em contato com o GO e ele pediu repouso e Buscopan, e que fosse ver ele no outro dia. Mas no outro dia acordei e o sangramento tinha aumentado muito. Fui pro consultório bem cedinho e, depois de toque e exame: nada. Não havia nenhum motivo pro sangramento e, ainda tive que lidar com meu GO fazendo cara de dúvida de que tinha mesmo acontecido alguma coisa – “sorte” minha que tanto minha mãe (que estava comigo) quanto meu marido tb haviam visto o sangue e sabiam que não era mentira. Foram 7 dias de repouso e Aerolin de 12/12h, um remédio mto ruim que me dava taquicardia e fraqueza, mas que cortou as contrações de treinamento, que eu estava tendo muito.

Nesse dia chorei muito. Pensei o quanto eu andava preocupada com pessoas e situações que me desagradavam e, perdendo a cabeça. Se algo tivesse acontecido com Isaac, se eu perdesse o bebê…todos iam dizer ‘sinto muito’. Mas a dor seria enorme e eu, somente eu, ia lembrar e lidar com ela pra sempre. Pra mim, sim, Isaac é amado e esperado demais, é meu bebê, meu filho, não podia facilitar. Nossa única desconfiança é que o stress tenha feito minha pressão subir e estourado algum vasinho, provocando o sangramento. Desde então minha cabeça começou a mudar e eu fiquei mto mais calma.

Na semana seguinte, novo susto: numa US, o médico que sempre me atende acusou perda de peso do bebê, ou ao menos peso muito baixo: Isaac estava com 35s, 44cm, 2.2kg quando esperávamos cerca de 2.6kg. Chorei, fiquei triste, me senti impotente, li sobre bebês PIG e chorei mais. Nesse momento houve uma mudança: de repente todo mundo começou a se atentar pra minha gravidez, D, a família dele (minha família sempre esteve muito envolvida). O GO analisou tudo e concluiu que Isaac tinha dimensões normais, mas que será um bebê pititinho. E que isso podia ser reflexo das medicações da hipertensão e que o melhor que eu podia fazer era me alimentar e descansar bastante.

Me senti mal, me decepcionei com a opinião de D (novamente) sobre o assunto, mas conversando com minha mãe tomei uma decisão. Saí de licença maternidade com quase 36s. Cedo, mas foi o que me permitiu finalmente comer, dormir, descansar e curtir minha gravidez como eu não tinha curtido. Na semana seguinte o cardio tirou uma medicação que podia ser a que estava segurando o peso do bebê, mas mesmo assim meu peso oscilou: ganhei 600gr, perdi 200, ganhei 700…

Hoje estou com exatas 39 semanas, em casa, descansada, tudo pronto, bebê encaixado, muitas dores e ansiedade. Isaac deve chegar na próxima semana e, continua a curiosidade do peso, de como ele está e etc…o remédio que retiramos poderia causar ainda hipoglicemia e bradicardia no nascimento, isso me preocupa demais, mas não sabia quando fui medicada.

Me desejem uma boa hora e torçam pra que meu pimpolho chegue bem, firme, forte e saudável a esse mundo, é tudo que desejo.

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25 semanas e…o estresse.

Bem que hoje tentei acordar animadinha e passar o dia assim: 25 semanas desse pimpolho fazendo festa na minha barriga! Por volta das 9h, ainda mais felicidade: recebi a ligação de que viriam montar os móveis. Que sonho! Poder trazer as coisinhas dele pra casa (estão na minha mãe), ver o que falta, começar a montar efetivamente o ninho…fiquei feliz e ansiosa.

No almoço vim em casa ver como estavam as coisas – D e minha mãe estavam por conta, um verdadeiro milagre eles tendo um dia sem trabalho, que benção! – e, conversando com o montador, tive uma surpresa: mas esse berço todo branco não é o que escolhi, ué.

Explico: tenho uma tendência a não gostar muito do todo tradicional pros bebês. Primeiro fugi do azul céu pra dar base ao enxoval, depois descobri que não gostava de nada tudo branco! Bati perna atéeeeeeee…aí encontrei um jogo em carvalho com branco, o quarto completo. Achei lindo, apaixonei e comprei no mesmo dia. Pechinchei preço, como de hábito, e mesmo assim achei que saiu caro, mas enfim. Levaria 20 dias pra entregar já que eu não queria os móveis de mostruário. Demorou tudo isso e ainda me veio um berço errado!

Desgastei o dia todo, mil ligações, reclamações, enrolações…até que nada ficou definido e amanhã que terei ainda uma resposta com prazo da loja. Chorei um monte no trabalho. Eu ando muito nervosa. Como vinha plácida e calma além do que eu era, e sem os remédios, achei que ia ser assim a gravidez toda. Mas a verdade é que minha cabecinha tem fervido em silêncio, penso mil coisas e tenho mil preocupações que não converso ou abro pra ninguém. O trabalho tb teve uma sazonalidade que foi puxada e, juntando tudo, o fato é que estou abaladíssima, choro por qualquer coisa, vivo chateada com meio mundo por mil motivos diferentes, e finalmente estou me sentindo nervosa mesmo, prestes a começar a gritar por qualquer coisa.

Vou postar aqui embaixo foto dos dois quartos, o que recebi e o que pretendo-receber e vocês vão ver que não é nenhum fim do mundo, Isaac ainda tem bastante tempo pela frente e dá tempo de fazer a troca, mas mesmo assim eu desgastei e chorei e fiquei nervosa E NÃO RESOLVI NADA. Tenso.

quarto-bebe-casasbahia

O quarto errado 😦

O quarto certo.

O quarto certo. 🙂

.retorno ao GO, recomeço e post longo.

O post de hoje vai ser longo: senta que lá vem a história. Mas, né, estou praticamente um mês sem escrever! Um mês 3,6kg mais gorda, muitas espinhas e, outro ciclo de 42 dias. Tive GO no dia 07/11 e, é sobre isso que vim registrar.

O retorno ao GO contou com o resultado do espermograma de D. e, uma coisa bonita: a iniciativa dele em me acompanhar nas consultas, na busca ativa por esse bebê tão desejado. Ele fez o espermograma numa boa e o resultado está ok. Por questões de estou-falando-dele-e-não-de-mim, não vou entrar em detalhes. Mas só Deus e meu coração sabem o quanto estou grata por essa iniciativa dele, esse companheirismo.

O GO conversou com a gente sobre o resultado do espermograma, período fértil (nos ensinou a calcular direitinho e quando namorar, e eu fiz cara de paisagem e deixei ele achar que a gente não sabia, vai que ele ficava mais feliz em explicar), minha SOP, ovulação, menstruação…quando comecei a perguntar, ele soltou o clássico ‘pelo visto você andou lendo muito no Google e não vai dar pra eu ficar inventando pra cima de você’ o.O Então sentamos e conversamos e o resultado foi:

De início, 10 dias de Farlutal de novo, até menstruar. Depois de menstruar, serão 6 ciclos de indutor, com 1 comprimido de Serophene durante 5 dias a partir do 5DC. Ultra seriada? Não. É pra eu retornar em 3 meses e, se não tiver tido sucesso, aí faremos a US pra confirmar a ovulação, mas ele foi categórico ao dizer que não gosta de US pq tira ‘a espontaneidade’ da relação. Que quer que a gente namore muito, com paixão, deseje esse bebê, e não fique pirando ‘hoje está do tamanho errado, não namora/hoje tá com tamanho bom, então namora’. Não receitou a metformina – que metformina e gestação não combinam (e fiquei/estou confusa sobre isso porque li mil coisas controversas na internet), não quis passar dosagem hormonal, alegando que pela SOP vai estar tudo alterado mesmo, e que não é isso nossa busca…insisti na questão da prolactina, que tenho lido muito que, se alta, inibe a ação do indutor, e ele passou o pedido pra prolactina, não sem antes discursar meia hora sobre minha ansiedade e deixar claro que eu estou queimando etapas (mas eu tava certa, né, se ele cedeu). Sobre o peso que ganhei e a acne: meu metabolismo não ajuda, então com o ac, o peso estabilizou. Se eu tirei o ac e mantive a mesma vida, não ia funcionar. Pra fechar a boca, me exercitar, que se eu voltar a ovular, vai ajudar na perda de peso. E que o efeito colateral do indutor é como todo efeito colateral: varia de pessoa pra pessoa.

Agora meu pensamento/opinião: quase chorei a consulta inteira. Nervosa, instável, já tinha levado dois negativos na fuça na mesma semana (ai, gente, que drama). D estar lá me ajudou demais. Fiquei levemente chateada com a falta do US, mas entendi a questão da tensão-pro-casal que ele propôs e, ó, confesso, tenho PAVOR de mecanizar meu relacionamento. Então se é por 3 ciclos, eu topei. Sobre a dosagem hormonal: fiz o exame de prolactina ontem e, meus últimos exames de tireóide não deram alteração, mas já tem bastante tempo – então vou dar um jeito de fazer os exames, sem ele saber. Nesse meio tempo, vou tentar agendar com minha endócrina pra me auxiliar com os hormônios, ver essa questão da metformina e dar um socorro com a perda de peso. Uma coisa sou obrigada a concordar: ele comentou que outro médico no lugar dele, não iria receitar nada. Ou só tentar regular o ciclo. E um especialista em reprodução vai me mandar pra casa pra voltar em um ano. Que sou muito ansiosa e estou queimando etapas. E isso é real.

Mas fiquei triste. À noite, num abraço, desabei: chorei com D sobre ouvir falar sobre meu organismo eternamente desregulado…sobre pensar que, será que vai ser sempre difícil assim pra ter um filho. Chorei de medo de não conseguir, de não realizar esse sonho. De não ter meu bebê. Chorei de medo, de angústia, de nervoso. Chorei de arrependimento de não ter parado o ac antes e ter vindo só regulando a menstruação há mais tempo. D me abraçou, me beijou, me cheirou, disse que se o médico disse que são 40% de chance de engravidar em 6 meses, são 40% e vamos usar eles e fim. Que podia ser pior, ele podia ter dito simplesmente que não vou ter um filho nunca. Me pediu pra ter fé e confiar em Deus, que vamos realizar isso. E que, nós, que andamos dois coelhos (hehe) vamos então namorar MAIS e MAIS. Queria ser um mosquitinho pra entrar na cabeça dele e saber se é isso mesmo que ele pensa, se tudo isso, a consulta, o excesso de informação e etc, não deu um SUSTO no meu amor.

Fiquei ontem ainda triste, borocoxô. Duas amigas gestantes e entendidas conversaram muito comigo, uma está me ajudando muito (bah, sua linda, sei que vc está lendo e sei que vc sabe que é vc, beijo na casinha da Rafa <3) a ficar otimista e manter a calma e pensar com a cabeça – e não com o desejo. Hoje amor e eu passamos o dia num clube, na água, brincando, namorando e se divertindo sem pensar em nada e eu me sinto melhor.

Vou medir TB esse ciclo de novo (ainda não ovulei, mas adoro TB) e espero dar tudo certo – gente, como eu quero ovular! Acho que minha maior urgência atualmente é ver meu corpo vivo, ativo, funcionando! Sobretudo, espero com o passar dos dias conseguir manter a cabeça no lugar, ter um pouco mais de fé e calma, não sofrer e não me angustiar, dar tempo ao tempo, me conectar com meu corpo e entender o que ele diz. Se sou ou não capaz de realizar esse sonho. Eu acredito que sim, mas confesso, preciso um up na auto-confiança, que está bem abalada.

Era isso. Espero voltar em menos dias pra dar notícias – e espero sinceramente não ter de novo um ciclo de 42 dias.

Beijos!

do quase um mês sem notícias.

É que eu não quero falar do assunto, mas preciso registrar. Vou tentar um resumão.

Foi um mês de aulas diárias das 19h às 22h. Muita correria, stress, desorientação. Falta de tempo pra montar as aulas. Parei de comer, dormir, ter tempo livre: 1,7kg foi embora. Estressei, parei de ler, blogar, namorar – kd tempo? Surgiram atritos. Meu trabalho oficial entrando em época puxada, exigindo mais de mim. E a abstinência da medicação. Foi foi…até que deu.

Hoje: pedi substituição nas aulas, expliquei minha incapacidade de prosseguir tendo meu trabalho formal (renda principal & boa, não posso arriscar agora). Fiquei triste, triste, e envergonhada. Faltei no trabalho. Infecção sem causa aparente, fora baixa imunidade e stress. Muita dor (muita!), sintomas de gripe – febre, diarréia, dor de garganta, no corpo – e previsão de melhora em 6 (SEIS!) a 12 (DOZE! HEEEEELP) dias. Estou medicada e tal, volto ao trabalho amanhã – não tenho condições de parar agora e deixar minha equipe na mão, eu não teria paz. E psicologicamente não faria bem.

O psicológico: fudido no zero. Tive uma crise de pânico no meio do feriado – não sei se no auge da pressão ‘escolar’ ou das dores, mas não foi bonito (kibon que eu tava sozinha, não quero ninguém me vendo naquele estado). Tenho psiquiatra amanhã. Ver se é isso mesmo ou se há algum medicamento de uso contínuo que eu possa aliar à gravidez.

Obrigada pelos apoios e dicas de todas, está em andamento (e visitarei os blogs em breve).

Só animei a escrever porque o vídeo abaixo me tirou da catarse que eu estava. Me lembrou que sou mãedrasta – e não aquela pessoa que as pessoas insinuam que sou, que poderia jogar criancinhas do alto do edifício London, hunf. Chorei, chorei. Lembrei do meu pequeno. Do meu amor, do nosso amor, o amor de nós três. Lembrei que eu tenho pelo que continuar.

Natura Dia das Mães 2014: http://youtu.be/G6w_bnZKoSE

Sobre os planos de tentante? Eu falo no próximo capítulo post.